O Rui deixou-nos

Rui Pires

A Cardiologia Portuguesa acordou hoje mais pobre ao ver partir o Rui Pires que há muito lutava contra uma doença que rapidamente o consumiu. É inevitável que neste momento nos assistam sentimentos vários, mas a tristeza e a dor devem também auxiliar-nos na lucidez para preservar as memórias de quem parte.

Eu, acima de tudo, perdi um amigo. Tenho muito para recordar e só espero que a memória não me traia para jamais esquecer aquele sorriso de menino que manteve até ao fim.

O Rui era um fantástico colaborador para quem o futuro estava definido. O Rui era aquele que todos gostariam de ter, o jogador que mesmo sem jogar tinha um lugar insubstituível na equipa. O Rui era acima de tudo um homem bom, sempre pronto para ajudar, mesmo quando as forças já lhe eram muito escassas.

A sua capacidade para resolver e ultrapassar dificuldades, muito em especial quando estas tinham uma componente humana, são algo que jamais esqueceremos.

Que falta ele nos vai fazer.

Recordarei para sempre o último jantar de Natal do Serviço, em que já com imensa dificuldade, não quis deixar de nos acompanhar. Nunca pensei que seria o último Natal em que estaríamos juntos.

João Morais
Leiria, 30 de Abril de 2015

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